quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Medo

Eu dentro de um carro, ao lado de fora uma forte chuva, um vento incessante e dentro de mim um medo perturbante.
Medo de te perder, medo que algo de ruim me acontecesse, medo de perder o meu foco.
No rádio a música que lembra nossa última conversa e a frase volta a me perturbar: ‘Cuida bem do meu coração, agora ele é seu’.
Entretanto olho a janela e vejo gotas de água no vidro, e como criança brinco de descobrir qual será a “gota vencedora”, isso me distraí por pouco tempo, comecei a escrever num papel pra ver se o que eu sentia passava, mas a única coisa que eu consegui escrever foram meus medos.
Foi então que parei de escrever e sem perceber rabisquei no vidro embaçado do carro o seu nome e o medo me tomou conta novamente, e desta vez perguntei-me: ‘Por que tamanha obsessão por você?’  E acabei ficando sem resposta.
 

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